ØDISSE.IA

APRESENTAÇÃO

A RUA COMO PALCO
É um espetáculo-show. É um show-espetáculo. É performativo, mas, também, representacional. É happening, mas tem cuidados e alguma condução. É contemporâneo, mas bebe do clássico. É tecnológico, mas, ao mesmo tempo, sertanejo/caipira. Quem é esse espetáculo? Parece-nos uma boa pergunta a se fazer. E quando estamos diante de algo que não sabemos o nome, nos cabe experimentar.

AINDA NEOGROTESCOS
A cena neogrotesca apresenta-se mediada pela tecnologia, pelo controle midiático das informações, pelo sensacionalismo sobre as tragédias urbanas, pelas redes sociais. Aparece a partir do não reconhecimento do outro, da falta de espanto, do conformismo, tornando o grotesco um lugar comum. Consequentemente, podemos afirmar que é na banalização do grotesco que vemos o neogrotesco operar. Dentro do neo, o híbrido, o hiper-virtual, o antissocial, o instituído pela tecnologia e pelo domínio informacional, a transformação genética, o seu caráter mutante e, que aqui, está imbricado cenicamente no universo do grotesco como força de transbordamento, de disrupção, de contornos borrados.

SINOPSE

Em sua ØDISSE.IA, a Companhia Hecatombe ganha as ruas como palco e imagina-se, tal qual Ulisses na Odisseia de Homero, fazendo um longo retorno às suas origens. Pelo caminho, narra sua trajetória de 20 anos, cheia de percalços e desafios desde a Troia, representada pelo sentimento de terra arrasada vivido no Brasil dos últimos anos, até a ilha de Ítaca – o interior –, colonizada agora por conservadores e observada com desdém por grand marchands, ditadores da boa arte (que é feita lá fora e na Capital). O pano de fundo alegórico é uma licença poética para falar sobre colonialidade, desvalorização do artista de teatro e para dar contorno à personagem principal do espetáculo, Ulisses, perdido em seu ideal ultrapassado de masculinidade e guerra. Entre os mundos, clássico e contemporâneo, Atena, a deusa da Inteligência (Artificial).

FICHA TÉCNICA

Baseado na epopeia de Homero
Dramaturgia e direção: Homero Kaneko
Elenco: Ícaro Negroni, Jaqueline Cardoso e Lari Luma
Orientação do jogo na rua: Fernando Yamamoto
Diálogo teórico-estético: Alexandre Mate
Orientação Vocal: Everton Gennari
Figurino: Araíne
Visagismo: Gaia do Brasil (supervisão), Liliana Musegante e Nathália Vançan
Maquiador: Márcio Merighi
Painéis (tapetes): Stan Bellini
Coordenação de produção: Clara Tremura
Produção técnica e videografismo: Rafael Rodrigues
Produção ações de acessibilidade: Mariana Gagliardi
Op. de áudio: Márcio Santana
Op. de iluminação: Mabel Louíze
Audiodescrição: Daniela Honório e Fabiana Pezzotti
Assessoria em LIBRAS: A dona legenda (Thaisy Rodrigues)
Assistência de produção: Beatriz Tremura
Assessoria de Imprensa: João Vitor Boni
Assessoria digital e de produção: Giulia Midi
Assessoria de comunicação: Jean Ferrari
Assistente de palco e técnico: Gabriel Henrique Ladeia
Assistente técnico: Eliezer Santos Silva
Assistentes de apoio e limpeza: Brenda Cristina da Silva Prachedes e Vinícius Eduardo da Silva Costa
Equipe de Segurança: FAZSEG

Classificação: 16 anos
Duração: 100 minutos